Pokémon Mystery Dungeon: Rescue Team DX

Nintendo Switch

Será a vida como um Pokémon entusiasmante?

Pessoalmente, sempre fui um grande fã de jogos de Pokémon. Colecionar as criaturas, apanhá-los, competir com uma equipa criada por mim e, ultimamente, shiny hunting foram os ingredientes essenciais para adocicar o meu gosto pela franquia. Por isso, grande parte do meu amor pelo Pokémon nasceu na gama principal dos jogos Pokémon e não nos Spin-offs.

Esta análise que hoje vos trago é um remake de um jogo criado em 2006! Fantástico como o tempo passa, não é? Bom, em 2006 aposto que andava imensamente ocupado a jogar Pokémon Emerald ou, pelo menos, curioso pelo lançamento dos novos Pokémon Diamond e Pearl, pelo que a saga do Pokémon Mystery Dungeon nunca me suscitou qualquer empatia pela saga ficando, assim, nas sombras dos jogos principais da saga.

Chega 2020 e tive a oportunidade de realizar essa experiência. Pokémon Mystery Dungeon: Rescue Team DX é um remake dos antigos Pokémon Mystery Dungeon: Blue Rescue Team e Pokémon Mystery Dungeon: Red Rescue Team e conta a história de uma equipa de Pokémon’s, chefiada pelo jogador, especializada em proteger e salvar outros Pokémon’s. Ao iniciar o jogo, é feita uma lista de perguntas ao jogador, perguntas essas que irão definir o Pokémon que melhor se enquadra no tipo de respostas dadas ao longo do questionário e deixem-me dizer que fiquei surpreendido porque o jogo foi, de imediato, de encontro ao Pokémon que mais gosto de todos os que poderia escolher. Sim pessoal, se não gostarem do Pokémon que vos saiu, podem trocar por outro que gostem mais.

Depois desta pequena escolha de vida, acordamos transformados nesse Pokémon, não sabendo o que se terá passado para estarmos perante uma situação como aquelas e sem respostas aparente. A única coisa que temos para nos ajudar é o nosso companheiro Pokémon, que também escolhemos, para nos apoiar neste momento tão difícil.

Feita esta breve introdução, os nossos protagonistas são abordados por uma Butterfree em apuros porque perdeu uma das suas Caterpie’s e, claro, cabe ao jogador ajudar esta pobre criatura, sendo assim enviado para o tutorial do jogo. Com a primeira conquista no bolso, estes novos salvadores decidem criar uma equipa para salvar outros Pokémon’s do perigo começando, assim, o jogo propriamente dito.

Vejamos, então, do que trata o jogo.

Com o objetivo de salvar outros Pokémon’s em mente, o jogador é enviado para Dungeons aleatoriamente criadas para descobrir o paradeiro destes Pokémon’s. Nestas Dungeons, vamos encontrar inimigos, itens e, por fim, mas não menos importante, escadas. Estas últimas servem para o jogador passar para o andar (ou nível) seguinte. Os itens podem ter várias utilidades: podem curar o jogador, podem reanimar um Pokémon desmaiado em combate ou, por exemplo, melhorar os habilidades de cada Pokémon. No entanto, cuidado com o vosso inventário. Devem ter presente que quando um Pokémon vosso fica com fome durante uma aventura, este deve ser alimentado para não levar dano a cada passo! Devem, também, ter em mente que se tiverem o inventário cheio, não poderão açambarcar mais itens para vossa casa, por isso, utilizem o vosso depósito de itens com frequência.

Quanto ao encontro com outros Pokémon’s inimigos, aqui entramos na vertente de combate, que se baseia bastante num combate por turnos. Se nos mexemos ou atacamos, o inimigo mexe ou ataca igual. Podemos, no entanto, alterar isso com uma mecânica que apenas encontrei neste jogo: os chamados ataques Linked. E o que são esses ataques Linked? Resumidamente são ataques que o jogador pode combinar para que quando um Pokémon aliado ataque, não realize apenas um ataque isolado, mas sim uma combinação criada pelo jogador, de forma a que o Pokémon ataque mais do que uma vez. Também aqui o jogador pode ter até quatro opções de ataque e tem a possibilidade de ter ataques que atinjam direta ou indiretamente o inimigo.

Porém, este método que acabei de descrever pode tornar-se aborrecido, principalmente no início do jogo. Para um título em que é suposto pensar e ser tático com os recursos que utilizamos, existir um botão (L) que faz o trabalho por nós, parece descredibilizar, um pouco, aquilo que é suposto fazer: pensar!

Os últimos níveis do jogo põem à prova as nossas capacidades dentro do jogo mas esperar tanto tempo (aproximadamente 13 horas) para finalmente testar a essência do jogo, é um pouco frustrante. Existe imensa coisa para colecionar ou fazer, todavia, o que há é muito repetido e as Dungeons aleatoriamente criadas são pouco memoráveis e aborrecidas. A história é engraçada e os gráficos são super divertidos e bem desenhados, criando o aspeto de que estamos dentro de um livro para crianças, mas não cobre os problemas que acabámos de expor. Em suma, uma hora chega para perceber do que se trata a exploração neste jogo cabendo ao jogador saber se quer investir o tempo necessário para concluir o jogo ou não. Há certas mecânicas interessantes como os ataques Linked e os Pokémon’s que podemos salvar e reintegrar na equipa, mas são meras migalhas quando comparadas com o farm que temos de fazer para lá chegar. Inclusive, apenas podemos evoluir os Pokémon’s depois de passarmos a história principal, porquê?

Por fim, gostaria de vos dar umas breves notas sobre a música deste jogo. Simplesmente fantástica. Acreditem ou não, mesmo nunca tendo jogado os títulos originais, há muito que ouvia estes temas porque para além da qualidade, são temas calmos e relaxantes. Escrevi muitas páginas da minha tese ao som destas melodias.

Esta análise foi possível com o apoio da Nintendo Portugal!
Capa
6.5
Pokémon Mystery Dungeon: Rescue Team DX
Satisfatório
Data de Lançamento 06/03/2020
Editado por Distribuido por
Lançado em
  • Gráficos muito bem desenhados e criativos, imitando um livro infantil.
  • História engraçada e com alguns plot-twist.
  • Dungeons um pouco aborrecidas, com poucas coisas para fazer para além de salvar Pokémon's.
  • Jogo relativamente fácil de passar, pelo menos, até aos últimos níveis.
Joel Henriques
Escrito por: Joel Henriques

A crescer com o Pokémon desde os cinco anos, apresento-me como um amante incurável do mundo dos videojogos e jogos de tabuleiro. Tenho como objetivo principal, em cada artigo que publico, escrever de forma a transmitir uma opinião simples, mas completa, para que todo o tipo de jogadores sinta que seja como se estivesse, ele próprio, a jogar. Acima de tudo, divirtam-se!