The Last of Us Parte II

PlayStation 4

Contem Spoilers

O maior tiro no pé…?

Olá pessoal! Vou ser eu o responsável por vos trazer mais uma review importante. E porquê importante perguntam vocês? As grandes marcas no mundo dos videojogos, de vez em quando, lançam um jogo que tem a oportunidade de definir uma década ou uma geração de consolas. The Last of Us marcou, sem sombra para dúvida, a passada geração (PS3), tendo até sido remasterizado para a PS4 e será um jogo falado durante anos e anos. A mesma coisa acontece com cada jogo do Super Mario que é lançado, seja pelas melhores (Super Mario 64) ou pelas piores razões (Super Mario bros. 2). O que é certo é que o título que vos trago hoje é um pouco controverso. Por um lado, muitas das grandes e pequenas companhias de review de jogos dizem que este é mais uma obra prima que foi lançada para a nossa consola favorita. No entanto, o mesmo não pode ser dito do lado dos consumidores. Grande parte das pessoas que jogaram o primeiro jogo, detestaram a história deste novo título da Naughty Dog, muitos deles considerando que pode ser considerado como o The Last of Us 3 em vez do 2. Sentem que foram traídos pelos próprios criadores do jogo, manchando por completo os ideais que o jogo anterior estabelecia. E a razão disto ser é muito simples: o Joel morre. É verdade pessoal. Desculpem, desde já, o spoiler que vos dei, mas apenas se viverem debaixo de uma pedra é que não têm acesso a esta informação. Não se fala de outra coisa neste momento, comparando este título a coisas como Game of Thrones, por exemplo.

Porém, eu nunca tive a oportunidade para jogar a primeira edição do jogo. Eu nunca peguei no The Last of Us e, portanto, não tinha qualquer ligação com as personagens. Mesmo que o Joel seja a personagens pela qual muitos voltaram ao jogo, para mim, pouco me diz. Percebo que o facto da personagem morrer nas primeiras horas de jogo seja frustrante, mas sinto que por não ter jogado o primeiro título que a mancha da sua morte se reflete muito menos no meu estilo de jogo/interpretação da história.

A primeira edição da PS3 cheia de pó!

Graficamente, meu deus. Acho que não vou precisar de uma PS5 tão cedo se os gráficos dos jogos que irão ser lançados para a PS4 se mantiverem assim. A atenção ao detalhe é incrível, até mesmo numa PS4 Slim. Os barulhos da água, os gritos dos zombies, os vidros a partir, é tudo tão real que sentimos que estamos, também nós, perdidos em Seattle. Muitos são os segredos que este título esconde e cabe ao jogador encontrar tudo. Literalmente, grande parte do jogo é encontrar objetos, sejam elas partes para evoluir a arma ou simplesmente para fazer um kit de primeiros socorros. Até a evoluir as armas o detalhe é incrível. A Ellie, ao colocar uma arma em cima da mesa, dá-se ao trabalho de desmontar a arma para a colocar em segurança antes de lhe mexer, um toque que eu achei fantástico e que poucos (ou diria mesmo, ninguém) se lembraria.

Seattle em todo o seu esplendor!

Também as cutscenes são muito suaves. Nunca sabemos quando estamos prestes a entrar numa cutscene até já estarmos a assistir. Voltando ao detalhe, os zombies. Os zombies que desenharam para este jogo são, na minha opinião, os mais realistas que existem. Diria até que se existissem na vida real, seriam muito próximos aos que vemos aqui representados. O sangue que escorre pelas suas roupas e corpos, conjugado com os seus gritos e comportamentos são simplesmente magníficas. Quando tenho oportunidade de os matar corpo a corpo, tenho sempre o cuidado de lhes dar o máximo de golpes possível, só para apreciar o detalhe de cada cena/textura. Não me julguem, o jogo é muito bonito!

A grande corrida dos zombies 2020!

Aproveito agora para passar os olhos pelo combate. Muito vigoroso e desafiante quando nos dão essa oportunidade claro. Dentro de um jogo de zombies, percebo que as personagens queiram fazer o mínimo de barulho possível para não atrair outros inimigos e é isso mesmo que acontece aqui. Grande parte da aproximação que podemos e devemos fazer aos inimigos é com calma e descontracção. No entanto, se isso não acontecer, temos sempre a hipótese de lhes espetar um balázio, seja onde for! Tirando matar zombies, fugir deles quando forem muitos e recolher recursos, temos ainda a vertente dos inimigos humanos que, tal como os zombies, também eles têm direito ao mesmo detalhe na sua constituição. Parece que cada um é diferente, não tendo uma pessoa igual em cada morte que causamos. Mais uma vez, a importância do detalhe.

O gameplay é fluído e simples de aprender. É raro ter um jogo na Playstation que responda tão rapidamente aos teus comandos. Dou-vos o exemplo de Horizon Zero Dawn, onde senti um pouco de input lag ao longo de todo o jogo. O mesmo não pode ser dito aqui, todo o jogo é extremamente responsivo e dinâmico.

História. Antes de avançar, quero apenas dar-vos uma dica. Não construam ideais ou ideias de jogos que nunca testaram. Se não gostam do jogo porque jogaram e não é a vossa praia, tudo bem. Agora, dizer que o jogo não presta só porque os outros dizem, poupem-me. O mundo já tem negatividade suficiente. Apreciem a qualidade dos jogos e do conteúdo cultural que cada jogo tenta transmitir. Se o jogo faz a melhor opção para o fazer? Cada um terá a sua opinião. A meu ver, uma vez que não tinha qualquer ligação com as personagens, como vos disse, acho que não é assim tão mau. Pelo contrário. Toca em aspetos que muitos já deveriam ter tocado como a homossexualidade, coisa que neste país ainda é considerado um tabu ou pecado.

Todos merecem uma palmadinha de vez em quando 😉

Depois desta introdução, Abby e Ellie são as personagens principais deste jogo. Ellie porque quer sangue e vingança sobre as pessoas que mataram Joel e Abby porque a Naughty Dog queria espelhar a história da Ellie noutra personagem e explicar o porquê da Abby ser como é. Também o irmão de Joel, Tommy, está envolvido na busca da verdade. Agora, não querendo avançar muito nos spoilers da história, depois da morte de Joel, Ellie vai encontrando as pessoas responsáveis pela morte do seu companheiro, matando-as ou encontrando-as já mortas por Tommy. Isto não significa que Joel não apareça ao longo do jogo, porque mesmo morto, o homem aparece, nem que seja em flashbacks.

Um grande começo sem o foco principal!

Todavia, mais uma vez, não quero alongar-me na concretização da história para lá do foco principal do jogo que é a morte da personagem principal do título anterior. Joel era, para muitos, a justificação certa para jogar o primeiro título, tendo sido ele a partilhar a grande parte do conhecimento que Ellie tinha e tem neste segundo jogo. Grande parte das críticas nascem desse mesmo facto: a morte de Joel não se justifica nem se percebe, pois, vão completamente no sentido oposta àquilo que ele antes defendia. Parecem-me ser pontos sólidos, no entanto, reitero: não joguei o primeiro. Talvez depois desta passagem pelo segundo jogo, volte para o primeiro e perceba o porquê de a comunidade estar a ter uma reação como estas. Porém, o mesmo jogo que todos criticam porque a história não bate certo está, neste momento, a quebrar recordes de vendas!

Bons Jogos Pessoal!

Capa
8.5
The Last of Us Parte II
The Last of Us Part II
Muito Bom
Data de Lançamento 19 de junho de 2020
Editado por Distribuido por
Lançado em
  • Gráficos muito realistas, assim como os zombies;
  • A história é um pouco genérica mas aborda pontos atuais e importantes;
  • Estilo de combate rico e dinâmico;
  • Pode ser um pouco repetitivo no sentido de ter de procurar muitas coisas para evoluir;
  • O destino de algumas personagensl;
Joel Henriques
Escrito por: Joel Henriques

A crescer com o Pokémon desde os cinco anos, apresento-me como um amante incurável do mundo dos videojogos e jogos de tabuleiro. Tenho como objetivo principal, em cada artigo que publico, escrever de forma a transmitir uma opinião simples, mas completa, para que todo o tipo de jogadores sinta que seja como se estivesse, ele próprio, a jogar. Acima de tudo, divirtam-se!