Vigil: The Longest Night

Nintendo Switch

Bem vindos a uma era de terror…generalizado?

Chegado o mês mais aterrorizante do ano, outubro é o momento ideal para o lançamento de jogos mais obscuros. Metroidvanias é uma subcategoria de jogos de ação que aprendi a gostar e a amar com títulos conhecidos como Hollow Knight, Castlevania e, claro, Metroid. Jogos em que começamos do zero e à medida que vamos evoluindo, vamos ganhando novas habilidades para descobrir outros percursos do jogo/mapa e que, eventualmente, nos fazem chegar ao final do jogo. Este género de títulos é aliciante, não só porque obriga o jogador a envolver-se com a personagem, querendo que esta fique cada vez mais forte para desbloquear os próximos níveis, mas também porque transmite um sentido de descoberta à medida que vamos explorando a parte nova desses ambiente e/ou habilidades da personagem. Em Vigil: The Longest Night também isso foi implementado, mas será que foi bem representado? É isso que vamos agora analisar.

Vamos aos pontos a favor primeiro. O ambiente do jogo é muito bom. Faz-me lembrar os Castlevania antigos, cheios de monstros e de homens com correntes e casas a cair. Um ambiente que, claramente, se adequa ao tema geral do jogo, dando uma sensação de medo ao jogador se deve ou não ir por este ou aquele caminho e se deve ou não iniciar combate com certas criaturas. Também os bosses, embora estranhos, são muito criativos e bem desenhados, não deixando para trás o desafiado que cada um apresenta. Em suma, é um jogo que transpira um ambiente maligno e sedento de sangue, aspetos que são sempre apreciados neste tipo de títulos.

Também os upgrades que podemos fazer são muito variáveis. Temos acesso à árvore dos upgrades logo desde o arranque do jogo, podendo evoluir aquilo que nos der na real gana. Podemos evoluir qualquer tipo de arma que estivermos a utilizar, seja ela uma espada, uma espada dupla e/ou arco e fecha. Temos ainda acesso a uma última árvore que nos dá acesso aos upgrades gerais da personagem: vida, stamina, redução dos efeitos negativos, entre outros.

Agora as partes negativas. Infelizmente, são imensos os pontos negativos deste jogo, embora alguns sejam ultrapassáveis. Em primeiro, dir-vos-ei o mais grave na minha opinião: bugs ou erros. É muito difícil de aceitar certos problemas do jogo quando o próprio género do título vai contra isso, isto é, estamos a jogar há cerca de vinte minutos e o jogo tem um erro fatal e desliga-se por si. Não sei quanto a vocês, mas estar quarenta minutos a fazer uma atividade que já podia estar feita e que foi interrompida por fatores externos ao nosso trabalho é um bocado frustrante. Já para não falar que não foi apenas uma vez que isto aconteceu.

Outro problema associado a isso é jogar sem extremidades do mapa. Neste título podemos cair do mapa aleatoriamente e morrer do nada, o que faz com que também percamos o nosso progresso. Acredito que isto seja facilmente corrigido através de pacotes de atualização do jogo, mas se isto se manter, não posso recomendar o jogo só por causa disto.

Depois, a escolha dos gráficos. Existe um jogo para a PS Vita, considerado um dos melhores da plataforma, chamado Dragon’s Crown. Se compararmos os gráficos de um e de outro, não estamos perante notórias diferenças. Pelo contrário, parece que em Vigil: The Longest Night temos uma versão inferior do que nos foi apresentado em 2013! Isto é apenas uma opinião minha, mas acho que os gráficos e as escolhas que foram feitas nesse âmbito deixam muito a desejar.

Também a história é um pouco confusa e aproveitam esse facto para reutilizar certo ambientes ou mapas do jogo. De qualquer forma, deixarei esta análise livre de spoilers e portanto, terão de ser vocês a explorar este mundo bizarro de Vigil: The Longest Night.

Também a música deixa um pouco a desejar. Embora a atmosfera do jogo transporte e retrate bem a sensação de medo no jogador, o mesmo não pode ser dito da música ambiente. Sinceramente, nem sei até que ponto posso dizer alguma coisa de bom porque é mesmo pouco interessante.

Em forma de conclusão, esperava mais para um título de 2020. Hollow Knight, um dos principais adversários deste título dá vinte a zero a este jogo. Comparado a outros do mesmo género – e muito mais baratos, diga-se – Vigil: The Longest Night, fica um pouco a desejar, principalmente, no estado em que está agora. Esperemos que com o tempo e com os patches possamos ter uma experiência melhorada.

Capa
6
Vigil: The Longest Night
Satisfatório
Data de Lançamento 14 de outubro de 2020
Editado por Distribuido por
  • Mundo aberto com vários caminhos a descobrir;
  • Bosses muito interessantes.
  • Grafismo pouco apelativo para um título desde género e de 2020;
  • Pobre escolha de inimigos, não só ao nível da criatividade, mas também dos ataques;
  • Imensos Bugs e Erros;
  • História um pouco confusa.
Joel Henriques
Escrito por: Joel Henriques

A crescer com o Pokémon desde os cinco anos, apresento-me como um amante incurável do mundo dos videojogos e jogos de tabuleiro. Tenho como objetivo principal, em cada artigo que publico, escrever de forma a transmitir uma opinião simples, mas completa, para que todo o tipo de jogadores sinta que seja como se estivesse, ele próprio, a jogar. Acima de tudo, divirtam-se!